O guia harmonizado do ICH para impurezas elementares, ICH Q3D, requer o controle de resíduos de 24 elementos (Metais tóxicos), os quais preocupam devido a suas toxicidades. Ele foi publicado em 2015, mas este requerimento começou a ser aplicado em produtos farmacêuticos novos em Junho de 2016 nos Estados Unidos e Europa e em Abril de 2017 no Japão.

Nos produtos já registrados, essas análises começaram a ser implementadas em janeiro de 2018 os Estados Unidos e em dezembro de 2017 na Europa.

No Brasil poucas empresas começaram a atender essa necessidade, e somente após vigência dos capítulos 232 e 233 da USP (em 2018), essas pesquisas se intensificaram.

As principais técnicas indicadas para análise de impurezas elementares são o plasma indutivamente acoplado com espectrometria de emissão ótica (ICP-OES) e plasma indutivamente acoplado com espectrometria de massas (ICP-MS). Porém, o método alternativo empregando espectrometria de fluorescência de raio-x (EDX) também surge como uma alternativa, conforma método USP <735>.

As impurezas elementares são divididas em classes de acordo com a sua toxicidade e os limites são estabelecidos de acordo com os cálculos de Permitted Daily Exposure (PDE) e análise de risco de acordo com as fontes de contaminações:

Tabela 1. Exemplos de parâmetros e resultados de validação para impurezas elementares usando EDX com técnica analítica

Tabela 2. Exatidão (ug/g).

Tabela 3. Resultados obtidos por ICP-MS (ug/g).

Tabelas extraídas da Shimadzu Application News No. X271.

Novos tempos, novos desafios. Neste caso, as principais dificuldades são a implementação dessas novas metodologias, os valores de PDE e o atendimento aos níveis necessários.

Caso deseje uma consultoria na área escreva cromvallab@gmail.com

Os métodos abordados aqui são discutidos no curso de Desenvolvimento de Métodos Analíticos para Desenvolvimento de Produtos.

Dra. Glaucia Maria F. Pinto

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